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domingo, junho 12, 2005

 
Força, força
Companheiro Vasco
Nós seremos
A muralha de aço!

"Não imagino a minha vida sem o 25 de Abril"


O general Vasco Gonçalves morreu hoje, dia 12 de Junho de 2005, com uma síncope cardíaca, enquanto nadava numa piscina no Algarve, aos 83 anos.


"Nascido em 1921, Vasco dos Santos Gonçalves era filho de um salazarista que chegou a jogar futebol no Benfica, tendo mesmo participado num dos primeiros confrontos entre Portugal e a Espanha antes de se dedicar a uma pequena casa de câmbios em Lisboa.

Quando morreu, em 1968, já o filho era tenente-coronel, oriundo da Academia Militar e da arma de Engenharia, e tinha passado pela Índia e pela guerra colonial em Moçambique. Promovido a coronel em 1971, quando se encontrava em Angola, Vasco Gonçalves acabaria por ser o mais graduado dos militares que estiveram na origem do MFA.

Para atrás ficara a sua participação num ensaio de insurreição militar que chegou a estar prevista para 12 de Março de 1959.

Membro da comissão que ajudou a escrever o Programa do MFA e da Comissão Coordenadora do movimento já depois da revolução, Vasco Gonçalves integrou o Conselho de Estado antes de ser indigitado como primeiro-ministro em Julho de 1974. Colocado à frente de um governo provisório que incluía muitos militares, alguns independentes e vários dirigentes do PS, PCP e PPD, foi um dos grandes responsáveis pelas nacionalizações decretadas em Março de 1975, incentivando as ocupações de terras, antes de decretar a reforma agrária.

A partir daí, Vasco Gonçalves, o PCP e a extrema-esquerda ficavam com o caminho livre para impulsionar o processo revolucionário, apoiando-se no movimento sindical e incentivando todas as reivindicações populares. A radicalização então verificada e a progressiva identificação de Vasco Gonçalves com o PCP - força minoritária em Portugal, como ficou bem patente nas primeiras eleições livres, realizadas em Abril de 1975 - conduziram a uma clivagem nas Forças Armadas, com a vitória da linha moderada.

O Verão termina com Vasco Gonçalves fora do Governo, dias depois do discurso de Almada.

Vasco Gonçalves não voltaria a exercer outras funções políticas, continuando, no entanto, a ser lembrado como um ícone de uma certa revolução. Continuou a desfilar na Avenida da Liberdade a cada celebração do 25 de Abril e a saudar os sindicalistas da CGTP nas comemorações do 1.º de Maio." (in DN)



E gostava que o Dr. Mário Soares tivesse vergonha naquela focinheira canina e se mantivesse calado ao invés de rasgar elogios largos a pessoas por quem nutria profundos ódios e diferenças.

zulu neste verão quente

Comments:
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Vasco, graças a ti Portugal é o que é... uma Porra!
 
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